Home / automotivo / Regras básicas para manter um clássico na garagem

  • admin
  • 1018 Visualizações
  • 0 Comentário
  • automotivo -

Ter um carro clássico na garagem é a curtição de muita gente. Pode ser qualquer carro antigo que, de alguma forma, represente algo de bom para seu proprietário. Não existe regra: pode ter “motorzão” ou “motorzinho”, duas ou quatro portas, ser um sedã enorme ou um compacto cupê, muito antigo ou nem tanto. O importante é comprar o carro certo e mantê-lo em ordem para que não fique apenas decorando a garagem.

Escolher o carro é parte da diversão
Quando surge a vontade de ter aquele Fusca 62 ou um Mustang 65, o maior desafio é conter a ansiedade, já que a precipitação pode transformar um prazer em uma grande decepção.
A menos que você seja do ramo, comprar um carro antigo com motor “rajando”, queimando óleo (fumaça cinza no escapamento) ou sem muitos acabamentos pode representar um gasto adicional que muitas vezes supera o valor da aquisição.
Em relação à lataria, arrumar um bom pintor é fácil. Difícil é encontrar um volante original e bonito. Comece fazendo uma ampla pesquisa na internet, visite as feiras de carros antigos, conheça os clubes, converse com pessoas que possuam o carro desejado, pergunte sobre as dificuldades de reparo daquele modelo.
Por exemplo: peças de Fusca são encontradas com relativa facilidade, mas se você optou por um Chevrolet Omega 3.0 terá uma grande dificuldade em encontrar um bloco ou cabeçote do motor. Quem não presta atenção nestes detalhes acaba criando um “Frankstein”, com calota de Variant, retrovisor de Kombi, lanterna de Puma e por aí vai. Não esqueça que o valor de um automóvel clássico está associado à originalidade e ao estado de conservação.

news_004

Antes de levar o carro para casa
De cara, troque óleos e filtros, verifique a bateria e os freios e, talvez o mais importante, veja qual é o estado da correia dentada – se existe uma peça que custa pouco, mas pode causar um grande estrago, é ela. Responsável por sincronizar a abertura das válvulas com os movimentos dos pistões, independente da quilometragem, a correia dentada possui vida útil: lembre-se que a borracha resseca com o tempo e correias com mais de três anos podem romper sem avisar. Verifique os pneus quanto a cortes, bolhas laterais e trincas de ressecamento. Não arrisque, pois os pneus são grandes culpados por acidentes.

Elétrica, uma caixa de surpresas
É difícil prever um defeito elétrico. Cuidar da bateria e ficar de olho nos terminais dos cabos elétricos é uma boa pedida, além de ter um jogo de fusíveis no porta luvas. No entanto, relês, alternadores, motores de partida, luzes e sensores podem parar de funcionar sem aviso. Não se preocupe: neste casos os valores de reparo não te deixarão triste.

Não descuide dos fluidos
Vazamentos são prenúncios de grandes despesas, então mantenha-se atento ao consumo ou vazamentos de óleos. E não é só no motor: direção hidráulica, freios, câmbio e diferencial também têm custo de reparo alto quando trabalham sem óleo. Vedadores e gaxetas de borracha ressecam com o tempo e dão início a vazamentos que, se não identificados precocemente, levam a gastos significativos.
Tire um dia de folga, levante o carro e com uma boa lanterna de LED faça uma inspeção minuciosa. Retire a roda traseira e o tambor de freio e inspecione os cilindros. Na parte dianteira, veja se a coifa da homocinética (uma espécie de capa de borracha) não está rasgada. Ali não pode faltar graxa. E aproveite que você está ao lado do semieixo (que sai do câmbio e leva a rotação até a roda) e verifique se o câmbio não vaza pelo retentor, outro campeão de vazamentos ao lado do retentor do virabrequim, que fica na parte traseira do bloco do motor, ao lado da embreagem.

Evitar o superaquecimento é fácil
Com o carro frio, apalpe as mangueiras, que não podem estar rígidas ou estalando; a borracha tem que estar macia. Na dúvida troque, pois o custo é pequeno em relação ao estrago que ela pode causar. Outra substituição muito importante é a dos sensores térmicos, como cebolinhas, cebolões, sensores de temperatura e válvula termostática, que por trabalharem com extrema variação de temperatura acabam depois de um tempo perdendo as características resistivas. Aproveite a lanterna de LED e verifique possíveis vazamentos de água no radiador, na bomba d’água e nos selos do bloco do motor.

news_005

Conduza de forma sutil
Para quem usa pouco, é bom não encher o tanque, já que a gasolina apodrece em cerca de um mês. Também movimente o carro para não deformar os pneus. Dificilmente um carro com mais de dez anos ficará totalmente em ordem: são quatro mil peças que lá estão há muito tempo recebendo diversas solicitações, esquentando, esfriando, comprimindo, tracionando, torcendo, flexionando.
Todas estão sujeitas à fadiga, algumas estão esperando apenas um buraco ou uma arrancada mais forte para romper, como buchas da bandeja, coxins do motor, pivôs, buchas da barra estabilizadora, entre outras. Por isso, leve seu carro nas “pontas dos dedos”, evite trancos e acelerações fortes, passe com cuidado em lombadas e valetas.

E o mais importante: lembre-se que ter um clássico sem ter alguma coisa para mexer não tem graça nenhuma. Faz parte do hobby. Divirta-se.

Fonte: G1

0 Comentário
Deixe um comentário
SERVIÇOS
NEWS LETTER
Cadastre-se e fique por dentro de todas as nossas novidades!
PARCEIROS